Procurando um amor ? Veja se esta no Caminho certo.


Não é preciso esperar até o Natal, Dia dos Namorados ou qualquer outra data comemorativa para sentir a deprê da vida sem um grande amor. O.K., tem mulheres felizes da vida na condição de ‘livres, leves e soltas’, mas existem aquelas que não se conformam em passar os dias (e noites!) sozinhas. Entretanto, quanto mais as solitárias procuram, menos acham, ou melhor, até acham, mas aí percebem que o tal rapaz não era exatamente o que haviam pedido a Santo Antônio. “Mulheres que sempre estão em busca do amor da vida delas atraem homens mal resolvidos, mal casados, separados, infantis, interessados em sexo fácil. Até vir o fora”, garante, por experiência própria, a advogada Larissa Viana*, solteira nada convicta. Pois é, nem sempre o caminho para encontrar um grande amor é fácil… Você descobre, agora, o porquê e, de quebra, aprende a dar a volta por cima!

 

 

Faça o teste e descubra se realmente você afasta os homens!

 

Desesperadas S.A.

 

A solidão é mesmo uma companhia nada convidativa. A situação piora ainda mais quando você ouve o primeiro “encalhada” ou “está ficando para a titia”. Para a advogada Larissa Viana, o rótulo já é tão clichê em sua vida que ela mesma passou a usá-lo para se autodefinir. No time das encalhadas assumidas está também a secretária administrativa Ana Angélica Borges. “Penso no amor como algo profundo e hoje em dia as pessoas são bastante superficiais. Por isso está difícil encontrar alguém que queira algo sério”, acredita. E vai logo adiantando que desespero, em sua opinião, não move nenhuma causa: “A melhor forma de encontrar alguém é deixá-lo chegar naturalmente até você. Mas é claro que empurrõezinhos ajudam”, pondera.

 

 

“As mulheres reclamam muito do ´ficar´, mas elas próprias abriram muito espaço para isso. A revolução sexual até ajudou o sexo feminino de um lado, mas prejudicou de outro. Da liberdade, tendemos à libertinagem e o homem foi aproveitando”

 

 

Larissa Viana vive, porém, as aventuras de uma solteira loucamente à procura de um amor e não colhe, digamos, os melhores dos frutos. “Descobri que preparo todos os homens da minha vida para um namoro bacana… com outras!”, diz, indignada. “É sempre o mesmo clichê: conheço o moço, acho legal, vamos ao cinema, jantarzinho, rola clima, troca de mensagens no celular, troca de e-mails apaixonados, confidências, ajudas nos problemas da família e ! Ele dá uma sumidinha e, duas semanas depois, aparece na rua ou sei lá onde n-a-m-o-r-a-n-d-o. E isso não foi uma , nem duas vezes! Eles sempre começam a namorar depois de semanas enrolando comigo”, afirma, inconformada.

 

No entanto, para Bianca Dias*, jornalista, antes só do que mal acompanhada. “Me considero muito mais feliz sem um namorado, mas com os meus casinhos, do que uma amiga minha que namora e é infeliz porque o cara é um safado”, compara Bianca. A secretária administrativa Ana Angélica Borges também preferiu a solidão. “Meu ex era maravilhoso, mas eu não o amava. Por mais cômodo que fosse estar com alguém bonito, legal, que me entendia e aceitava, eu não podia enganá-lo e muito menos me enganar”, afirma.

 

Uma experiência parecida mexeu com a vida de Rosana Medeiros*, advogada. “Uma amiga minha brincava dizendo que meus amores duravam sete dias, até que me apaixonei perdidamente por uma pessoa que não me merecia”, lamenta. “Não pude viver essa grande paixão e nunca vou saber se teria, ou não, dado certo”, confessa ela, hoje solteira. “Coisas mal resolvidas no amor também impedem a felicidade”, alerta.

 

Mercado turbulento

 

Outra que não se conforma com a falta de homens (decentes) no mercado é Maria Alice Mendonça*, editora de vídeo. “Quanto mais conheço os meus amigos, mais vejo que os homens não prestam”, desabafa. “E olha que as mulheres estão ficando iguais!”, alerta. Segundo ela, é muito difícil encontrar um cara legal que queira um relacionamento sério e as mulheres estão indo pelo mesmo caminho. “A maior parte delas também só quer aproveitar, curtir a vida, o mesmo que os homens estão fazendo. Talvez seja uma espécie de autodefesa ou descobriram que é bom não se prender a ninguém, que é mais fácil”, reflete.

 

Segundo a psicóloga Patrícia Gugliotta, é isso mesmo que está acontecendo. “As mulheres reclamam muito do ´ficar´, mas elas próprias abriram muito espaço para isso. A revolução sexual até ajudou o sexo feminino de um lado, mas prejudicou de outro. Da liberdade, tendemos à libertinagem e o homem foi aproveitando. Aí, não quer compromisso”, explica. De acordo com a psicóloga, os rapazes estão mesmo bastante embromadores. “Eles levam as mulheres em banho-maria, sendo que dificilmente elas percebem isso, a não ser quando cultivam uma boa auto-estima e têm segurança de si. É preciso jogar o homem contra a parede quando necessário. Isso nada mais é do que se valorizar”, aconselha.

 

Outro ponto que provocou alvoroço no mercado sentimental foi, segundo Patrícia, a emancipação profissional das mulheres, que se tornaram mais criteriosas, exigentes, capazes de selecionar e escolher o melhor partido para elas. “Muitas, inclusive, primeiro esperam a realização profissional para, depois, buscarem o grande amor. Aí já chegam cheias de exigências”, revela.

 

O cenário amoroso atual é como uma faca de dois gumes. Por um lado, é legal ser livre e poder aproveitar a vida sem compromissos e responsabilidades com ninguém. Mas, segundo a editora de vídeo Maria Alice, chega um momento em que o dia-a-dia pode ficar vazio sem ter alguém para compartilhar as “alegrias e tristezas”. Conclusão: “O que acontece”, diz, “é que as mulheres vão abaixando a guarda”. No meio de tanto joio, qualquer trigo que aparece é candidato a partidão. “A situação está tão feia que as mulheres já estão começando a nivelar por baixo”, preocupa-se a editora, que já não se considera mais tão exigente na escolha de um parceiro.

 

Não engane a si mesma

 

A falta de homens também tem causas demográficas. No estado de São Paulo, pelo menos, já está comprovado: uma pesquisa divulgada este ano pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) revelou que está sobrando mulher no estado – 860 mil, para ser exata, o que equivale a dizer que há uma média de 95,8 homens para cada 100 mulheres. Os dados mostram que a população masculina é maior até 19 anos de idade. Acima disso, é superada pela feminina.

 

Mas, para Fernando Ribas, designer, dizer que falta homem no mercado é, em geral, camuflar um problema de ordem interna. “Ao meu ver, existem três situações comuns que justificam o porquê de muitas mulheres estarem sozinhas”, garante. A primeira e, segundo ele, mais comum, é quando elas idealizam um homem que não existe. “São muito exigentes, esperam o chamado ‘príncipe encantado’ que vai chegar num cavalo branco e abalar o mundo delas”, afirma Fernando. Para ele, as mulheres costumam viver uma fantasia, não enxergando que o grande amor da vida pode ser um homem simples, que não possui todos esses atributos de rosto bonito, físico perfeito ou muito dinheiro. Pode estar ali do lado.

 

“A segunda situação é que a maioria das mulheres não gosta de homens ´bonzinhos´. Quando encontram alguém que faz tudo por elas, elas pisam. Grande parte até se casa com os ´bonzinhos´, mas prefere os ´canalhas´ ou, pelo menos, aqueles que não fazem todas as vontades. É como se gostassem de sofrer por amor”, acredita o designer. “Além disso, quem já foi magoada por um canalha tende a generalizar, dizendo que nenhum homem presta. Então, a mulher se arma de todos os lados, tornando-se à prova de cantadas, mas reclama que está solteira”, teoriza.

 

A terceira e última situação, segundo Fernando, é quando as mulheres se menosprezam. “Não adianta o homem dizer que é ela linda, maravilhosa, porque ela não consegue se ver assim. Aí não namora por insegurança”, diz. Para o designer, a chave é se permitir. “Enquanto ela achar que o problema é exclusivamente dos outros, vai continuar sozinha”, garante. É o que também costuma dizer o advogado Maurício Siqueira*. “As pessoas dizem que não encontram o amor da sua vida porque simplesmente precisam aprender a se amar em primeiro lugar. Se ela não sabe como se amar, então como vai querer alguém que as ame?”, questiona.

 

A psicóloga Patrícia Gugliotta acrescenta, ainda, que muitas mulheres, quando conseguem manter um relacionamento, têm uma preocupação exacerbada em não deixar o parceiro escapar. Com isso, porém, podem assustá-lo e botar tudo a perder. “A gente precisa ter auto-estima e perceber que, se não deu ou não está dando certo, a culpa não é nossa, pelo menos não inteiramente. Na vida de um casal, tudo é dividido por dois, até culpas”, ameniza.

 

Ansiedade feminina

 

Mas, para a jornalista Bianca Dias, o principal erro está na primeira situação, ou seja, em criar muita expectativa. “A gente mal conhece o cara e já imaginamos como serão os nossos filhos”, ri. “Acho que algumas mulheres vão com muita sede ao pote, querem logo ´desencalhar´ e não se dão tempo para conhecer o parceiro melhor”, diz. Com Maria Alice Mendonça foi assim. “Namorei durante três meses e, antes de terminar, achava que já conhecia o meu ex por completo. Me entreguei totalmente para descobrir, mais tarde, que ele usava o meu próprio computador, na minha casa, para mandar mensagens eróticas para outras mulheres”, revolta-se. Porém, ela aprendeu uma lição: “A gente tem que ir com cuidado, temos que colocar um freio na imaginação”, conclui. “E fazer um balanço realístico do que você espera de um homem”, completa a psicóloga Patrícia Gugliotta.

 

Sabe aquela história de pesar defeitos e qualidades na balança? É por aí mesmo, mas não é tão simples quanto parece. “Às vezes o rapaz tem inúmeras qualidades, só que um único defeito detona tudo”, lembra Patrícia. E, ao mesmo tempo em que é preciso fazer esse balancete, é necessário observar se não estamos sendo muito exigentes ou muito tolerantes. Tudo isso, é claro, sem afobação. “O desespero pode fazer você se envolver com pessoas totalmente erradas. Então, enquanto não encontra alguém legal (nada de ´príncipes´!), tire proveito da solteirice!”, finaliza a psicóloga.

 

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