Uma Feminista Lésbica Negra


Audre Lorde em Sendo uma Feminista Lésbica Negra

 
Karla Hammond: Como você define ser uma lésbica?

Audre Lorde: Mulheres-identificadas fortemente onde amor entre mulheres é aberto e possível, além do físico em todos meios. Há lésbicas, Deus o sabe…se você for a círculos lésbicos nos 40 e 50 em Nova Iorque…que não eram feministas e não se chamariam a si mesmas feministas. Mas a verdadeira feminista lida com uma consciencia lésbica tenha ou não qualquer vez dormido com uma mulher. Isso realmente não pode ser definido em termos sexuais somente de qualquer forma nossa sexualidade é tão energizante então porque não aproveitar isso também? Mas isso traz pra toda a questão do que erotismo é. Há tantas formas de descrever “lesbica.” Parte da consciencia lésbica é um absoluto reconhecimento do erotico em nossas vidas e, tomando um passo mais a frente, lidando com o erótico não somente nos termos sexuais . . .Enquanto irmãs Negras não gostam de ouvir isso, eu devo dizer que todas mulheres Negras são lésbicas porque nós fomos criadas nos remanescentes de uma sociedade basicamente matriarcal não importando quão oprimidas nós tenhamos sido pelo patriarcado. Todas somos dykes, incluindo nossas mommas. Vamos começar realmente a deixar passar os tabus e sensos comuns. Eles na real não importam. Estar apta a reconhecer que a função da poesia em qualquer arte é enobrecer e empoderar nós de uma forma que não é separando da nossa vivência, essa crença é África em sua origem.

Hammond, Karla. “An Interview with Audre Lorde.” American Poetry Review March/April 1980: 18-21.

(…)

Hoje em dia o encobrimento em relação a hostilidade à lésbicas está sendo usada na comunidade Negra para obscurescer a verdadeira face do racismo/sexismo. Mulheres negras dividindo laços estreitos umas com as outras, politicamente ou emocionalmente, não são os inimigos dos homens Negros. Muito frequentemente, entretanto, alguns homens Negros tentam regular pelo medo aquelas mulheres Negras que são mais aliadas que inimigas. Essas táticas são expressadas como injúrias de rejeição emocional: “Sua poesia não era tão ruim mas eu não pude levar de boa todas aquelas sapatilhas.” O homem Negro dizendo isso é código – alarmando toda mulher Negra presente interessada em um relacionamento com um homem – e muitas das mulheres Negras estão – que (1) se ela quiser ter seu trabalho considerado por ele ela deve evitar qualquer outra aliança que não com ele e (2) qualquer mulher que desejar manter sua amizade e/ou suporte é melhor que não seja contaminada por interesses identificados com mulheres….Tudo também muitas vezes a mensagem vem alta e clara para mulheres Negras de homens Negros: “Eu sou o único prêmio de valor a ter e não há muitos como eu, e relembre-se, eu posso sempre ir a quaquer outro lugar. Então se você me quer, é melhor permanecer em seu lugar que é sempre o de um outro, ou eu vou chamar a você ‘lésbica’ e vou varrer você embora.” Mulheres Negras são programadas a definirem a si mesmas dentro das atenções masculinas e a competir umas com as outras por isso ao invés de reconhecer e se mover por seus próprios interesses.

A tática de encorajar hostilidade horizontal para encobrir mais questões de opressão que pressionam não é algo novo, nem limirado a relações entre mulheres. É a mesma tática usada para encorajar separação entre mulheres Negras e homens Negros. Em discussões em torno de contratação e dispensão de faculdade Negra em universidades, o encargo é frequentemente ouvido que mulheres Negras são mais facilmente contratadas que homens Negros. Por essa razão, os problemas das mulheres Negras são mais facilmente considerados que os dos homens Negros. Por esta razão,problemas das mulheres Negras de promoção e permanência não são considerados importantes uma vez que elas estão apenas “tomando os empregos dos homens Negros.” Aqui novamente, energia está sendo gasta em lutar uns aos outros em cima de lamentável poucas migalhas permitidas a nós ao invés de ser usado, juntando forças para lutar por uma proporção maior de faculdade Negra. O devir poderia ser uma batalha vertical contra polícias racistas da estrutura acadêmica mesma, algo que poderia resultar em verdadeiro poder e mudança. É a estrutura no topo que deseja imodificação e esta mesma que lucra de aparentes guerras de cozinha sem fim.

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