A influência africana na Língua Portuguesa Parte II


Vocábulos Afro-brasileiros

Abadá Túnica branca.
 
Abalá Massa africana utilizada na cozinha Afro-brasileira.
 
Abalaú-aiê Orixá utilizado em cultos Afro pelo mundo.
 
Abebé
Leque da deusa Oxum quando de latão, e da deusa Iemanjá, quando pintado de branco. 0 leque e de forma circular, tendo recortada no centro a figura de uma sereia.
 
Aberém
Culinária Afro-brasileira. Bolo de milho ralado na pedra e cozido envolto em folhas de bananeira.
 
Abiãs
Na escala de hierarquia feminina, no candomblé, a abiã e a pre-noviça nos ritos primeiros. indivíduo que ainda não passou pela cerimônia de iniciação, propriamente dita, mas que já “deu” (realizou) o bori pré-iniciático.
 
Abrazô
Comida Afro constante de pequenos bolos feitos com farinha de milho , azeite-de-dendê, pimenta e outros temperos e fritos no mesmo azeite.
 
Abuxó
Fava usada pelo pai-de-santo nas cerimônias do terreiro e tida pelos crentes como possuidora de várias virtudes curativas.
 
Acaçá
Na cozinha Afro-brasileira, e um dos pratos indispensáveis ao paladar coletivo. Bolo de arroz e milho.
 
Acarajé Prato típico da cozinha Afro-brasileira. Bolinho de feijão frito no azeite de dendê.
 
Adjá
Pequena campainha de metal , também usada nos candomblés, soando para convidar os crentes a assistira a cerimônia de dar comida aos santos é também sineta ritual, com uma, duas, ou mais campânulas.
 
Ado
Gulodice feita de milho torrado, que se reduz a pó e se tempera com azeite-de-cheiro , ao qual se pode adicionar mel de abelha.
 
Ado-Chu
Massa de ervas e sangue de animais sacrificados no culto Jejê-nagô e posta no alto da cabeça raspada da iauô catecúmeno que esta sendo iniciada na religião Afro- brasileira.
 
Adubalé Saudação das filhas e filhos-de-santo nos candomblés baianos.
 
Afoxé Ritmo afro do carnaval.
 
Afurá
Bolo de arroz fermentado. Serve-se com água açucarada, na qual se dissolve, formando uma bebida refrigerante apreciada na África entre os nagôs e pela população Afro-brasileira.
 
Aganju
É um deus nagô, filho d e Obatalá, o céu, e de Odudua, a Terra. Aganju simboliza a terra firme.
 
Agogô Instrumento musical.
 
Aguê
Catuto coberto de um rendilhado de “lágrimas-de-nossa-senhora”, usado como instrumento musical nos candomblés.
 
Aguiri Amuleto dos negros brasileiros descendentes dos escravos sudaneses.
 
A-I-É
Festa religiosa e profana dos Afro-brasileiros no primeiro dia do ano. ” No primeiro de janeiro, costumavam dar uma função , para a qual se cotizavam com antecedência, era a festa chamada A-I-E. 0 objetivo era cumprimentar o Ano Novo, augurando felicidades e boa colheita para todos”.
 
Ai-I-Ú Jogo africano de tabuleiro.
 
Ai-Lá Oração dos negros malês muçulmanos.
 
Aiocá
Princesa de Aiocá. Urn dos cinco nomes, no candomblé para, a Iemanjá, orixá das águas, no culto Jejê-nagô.
 
Ajê-Xalugá Deus da medicina, deus da saúde para os nagôs.
 
Ajibonã Auxiliar de mães-de-santo, acompanhando a filha-de-santo na iniciação.
 
Ajó Oração recitada durante o preparo de um ebó, feitiço das antigas macumbas.
 
Alabê O chefe dos tambores nos candomblés. responsável pela música e pelos atabaques.
 
Alijenu
Espíritos diabólicos para os negros Malês. Os alufás superiores, apesar da crença, usam dos aligenum, espíritos diabólicos para o bem e o mal.
 
Alufá Nome genérico para o negro muçulmano.
 
Alujá Uma dança negra no Brasil, trazida pelos escravos africanos.
 
Aluvaiá É o orixá dos negros Bantos. É um Exu da nação Angola.
 
Amaci Banho ritual, feito de ervas.
 
Amori
Prato Afro-brasileiro feito com as folhas da mostardeira, sem cortar , fervidas e temperadas e , depois, fritas no azeite- de-dendê.
 
Amurê
É o casamento dos negros malês. Depois de tudo combinado, os noivos, padrinhos e convidados dirigiam-se a casa do sacerdote.
 
Amuxã
È um iniciados que portam o ixã e funcionam como guardas espalhados pelo terreiro e nos seus limites, para evitar que alguns Babá ou os perigosos Apaaraká que escapem aos olhos atentos dos ojés saiam do espaço delimitado.
 
Anamburucu
O mais velho dos três orixás das águas Iabá cuja epífania são as águas profundas e lodosas.
 
Anguite Espécie de “angu de negra” de minas, parecido com caruru da Bahia.
 
Aniflaquete Orixá dos xangôs.
 
Aripá
Veneno preparado pelos escravos africanos. Era preparado da cabeça da cobra cascavel.
 
Arroz de Aussá
Arroz cozido na água sem sal. A origem do quitute pertence aos negros haussás da Nigéria.
 
Aruaru Orixá do sarampão.
 
Árvore Os africanos tem pela árvore um sentimento religioso.
 
Assumi
O jejum anual dos negros malês. O jejum era efetuado no intervalo de uma lunação, isto e, começava na lua nova, e terminava na lua seguinte. 0 cardápio era de inhame e bolas de arroz.
 
Astros
O povo brasileiro guarda claros vestígios dos cultos astrolábios herdados de europeus, negros e ameríndios.
 
Atabaque Tambores primários feitos com peles de animais.
 
Ataré Pimenta-da-costa. Nossa pimenta malagueta.
 
Atô Tabuas em que os malês escreviam as orações com tinta de arroz queimado.
 
Axé
Energia vital, sagrada, do orixá. A força que está nos elementos da natureza, como animais, plantas, sementes e outros.
 
Axés
Liquido de estranho e ativo cheiro em que se mistura o sangue de todos os animais sacrificados, em todos os tempos, no candomblé.
 
Axogun Responsável pelos sacrifícios dos animais.
 
Axoquê Deus para os negros malês.
 
Babalaô Sacerdote dos cultos Jejê-nagôs.
 
Babalorixá
É o pai-de-santo, zelador, pai-de-terreiro, o mestre, guia terreno, governador espiritual e administrador do candomblé.
 
Baiani Orixá dos negros iorubanos.
 
Baiano
Dança viva com coreografia individual permitindo improvisações a habilidades de pés e velocidade de movimentos de corpo.
 
Balangandãs
Coleção de ornamentos de prata que as negras trazem pendentes na cintura , nos dias de festa, principalmente na festa do Senhor de Bonfim.
 
Balê
É um quartinho retirado fora do barraco das festas, destinado a hospedar o espírito dos mortos, antes da grande viagem para o outro mundo.
 
Balé Espírito de morto; egun.
 
Bambá
Dança dos negros africanos, em circulo de homens e mulheres que cantam o estribilho: ” Bambá, sinhá bambá, querê! “. Ao som das palmas cadenciadas , em aplauso a um ou dois dançarinos.
 
Bangüê
Padiola em que se conduziam cadáveres de pretos escravos. Este vocábulo tem outras significações , aparece constantemente no folclore brasileiro.
 
Bantos Grupo de cerca de cinqüenta milhões de pessoas da África Central.
 
Banzé Banze-de-cuia, uma das danças do bailado Moçambique. Pode ter dado origem ao samba.
 
Barquíssu O santuário do candomblé Afro-brasileiro na liturgia dos negros bantos.
 
Batá-Cotô Tambor de guerra.
 
Batucajé
Dança profana ao som de tambores ou ruído produzido pelo toque dos atabaques. Titulo genérico para os bailados religiosos.
 
Beji
Os gêmeos nos candomblés Jejê-nagô, identificados como São Cosme e São Damião.
 
Bem-Casados Nome de um biscoito. Veio da África Ocidental.
 
Bobó Comida Afro-brasileira. A base de camarão e aipim.
 
Bori
Ritual de “dar comida à cabeça”, realizado antes da iniciação e também quando é necessário fortalecê-la por alguma razão.

Fonte: http://www.culturanegra.com.br/africanalinguaportuguesa.htm

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