Advogado gaúcho ganha liminar e interrompe patrocínio da Caixa ao Corinthians


Gustavo Franceschini

Não bastasse a confusão em que está metido com a Conmebol, que o impediu de jogar com público na Copa Libertadores, o Corinthians ainda pode perder seu patrocínio, ao menos temporariamente. Nesta quinta-feira, o advogado gaúcho Antonio Beiriz conseguiu que a 6ª Vara Federal de Porto Alegre lhe concedesse uma liminar que interrompe o pagamento da Caixa ao clube do Parque São Jorge.

“A Caixa não pode patrocinar o Corinthians. Pela Constituição, a publicidade de uma empresa pública deve ter caráter educativo e informativo. E isso não consta no acordo com o clube”, disse Beiriz.

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27.fev.2013 – Torcedores comemoram o gol de Guerrero no jogo entre Corinthians e Millonarios Leandro Moraes/UOL

A decisão foi tomada pelo juiz Altair Antônio Gregório e impede o Corinthians de receber o valor do seu patrocínio. O acordo com a Caixa foi fechado no ano passado e rende ao clube R$ 30 milhões ao ano.

Apesar de ser uma empresa estatal, a Caixa concorre no mercado com outras instituições, privadas e públicas, como Bradesco, Itaú e Banco do Brasil. Essa disputa explicaria a necessidade de exposição da marca que fez a instituição acertar o patrocínio com o Corinthians. Para Beiriz, a justificativa não é válida.

“Eu discordo disso. A Caixa tem uma super exposição multimídia nesses comerciais que ela faz, em que ela diz que está vendendo a juros mais baratos, fala do uso do fundo de garantia. Com isso ela está dando uma contribuição ao contribuinte. Estar na camisa do Corinthians não acrescenta nada à imagem da Caixa. Seria como uma peça muda”, disse Beiriz.

Além do Corinthians, a Caixa também investe em outros patrocínios esportivos. Só no futebol, por exemplo, o banco também apoia Figueirense, Avaí e Atlético-PR. Beiriz diz que não sabia desses outros acordos, e promete tomar providências também a esse respeito. Na ação pública que moveu, o advogado questiona apenas a má gestão do dinheiro público, mas diz desconfiar do que está por trás de ações como essa.

“Gasto de dinheiro de público é coisa de polícia. A Caixa mesmo é perdulária em várias contratos. Neste patrocínio alguém sempre leva vantagem. Sempre algum gestor sai ganhando, ganha uma comissão”, disse ele.

Ações como essa não são uma novidade para o advogado. Em um passado recente, ele já moveu processos contra a Petrobras, a União e até contra o ex-presidente Lula, sempre alegando mau uso do dinheiro público.

O Corinthians, que por acaso esteve reunido com a Caixa na tarde desta quinta, não foi informado sobre o processo até o momento.

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