Morgan Freeman protesta contra o racismo


O ator americano Morgan Freeman, reconhecido mundialmente como ativista contra a discriminação racial, afirmou que o preconceito “continua vivo” em seu país, apesar de acreditar que seja uma questão de tempo para que isso “passe”, disse em entrevista à AFP.
Morgan, 74 anos, escolheu viver no Mississipi – um dos estados mais violentos durante a época da segregação racial americana -, apesar de toda a sua pompa: cinco indicações ao Oscar, um salário astronômico, e a admiração de cineastas, que permitiriam a ele viver em um palacete nas colinas de Beverly Hills.

Em Clearwater, balneário próximo a Tampa (Flórida, sudeste), onde promove o filme “O Golfinho”, Freeman acredita que, como na maioria dos estados do sudeste, no Mississipi ainda há discriminação racial, e que isso o faz manter os pés no chão.
“O racismo continua vivo neste país, não apenas no sudeste”, disse o vencedor do Oscar em 2005 por “Menina de Ouro”. E lembra que na cidade onde vive, Charleston, “ainda agora, as crianças brancas e negras não estão autorizadas a se juntar”.

Ao contar que até poucos anos atrás os estudantes secundários não podiam fazer uma mesma festa de formatura interracial, o ator revelou que “já não é assim agora, mas isso não quer dizer que as crianças estejam autorizadas a se misturar, a brincar, a sair juntas entre elas”, afirmou.
Em 2008, Freeman ofereceu pagar a festa de formatura dos alunos de uma escola secundária de Charleston, caso aceitassem se integrar. A maioria aceitou a condição, pela primeira vez na história desse colégio. Mas um pequeno grupo de crianças brancas, na maioria pressionadas por seus pais, decidiu fazer uma festa privada sem colegas afroamericanos.
A história inspirou o documentário “Prom Night in Mississippi”, de 2009.
“Talvez sejamos o único país que foi à guerra por isso. Não pelo território, mas sim pelo direito a manter os negros na escravidão. É algo econômico”, sustentou o ator.

“Para manter qualquer humano em uma situação assim, você precisa reduzir esse ser humano a algo menor que um humano. E isso leva muitas gerações para apagar essa ideia”, completou o chofer de “Conduzindo Miss Daisy” (1989).

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